Amanhã, dia 15 de Março de 2007, farão 70 anos do falecimento de Howard Phillips Lovecraft. Como ele morreu a mais de três vidas minhas não vejo motivo algum para ficar triste, mas vejo muitos e muitos para esboçar um sorriso: Com o aniversário do 70º aniversário da morte de Lovecraft suas obras tornam-se de domínio público. Ou seja estarão disponíveis para qualquer um publicar, escrever continuações e fazer o que mais quiser com elas. Inclusive o diretor espanhol de “O Labirinto do Fauno”, Guilherme Del Toro pois o mesmo tem planos de adaptar um extenso conto chamado “Nas Montanhas da Loucura” e caso leve a execução mesmo, ele não precisaria pagar pelos direitos autorais.
H.P. Lovecraft é um de meus escritores prediletos. Suas histórias misturam ficção-científica, horror e filosofia. Sua visão da humanidade é que nos tratamos de um acidente desprezível e sem qualquer valor para os Antigos, uma raça cósmica de Deuses Monstros, cuja visão é capaz de levar um homem a loucura. Nosso conhecimento é limitado e mais ainda nossas vidas. Um típico herói lovecraftiano não derrota o monstro e volta para casa com a garota, um típico herói lovecraftiano é um sujeito atormentado que conta uma história para que o mundo saiba o que aconteceu mas sempre com receio de que o acharão louco. Um típico herói lovecraftiano ou morre no final ou fica louco. E raras são suas personagens femininas.
A minha história predileta é com certeza “Entre as Paredes de Eryx” pois trata-se de um conto psicológico muito bom, embora falhe miseravelmente como ficção-científica (é ambientado em Vênus e há nativos por lá), e que se trata de um homem preso em um labirinto… Invisível.
Lovecraft deixou muitos trechos inacabados de histórias e romances, quem sabe alguém possa agora terminá-los?
#1 |
Khristofferson Silveira (73/Caos/3173, 8:23:13)
Na verdade, as obras só cairão em domínio público em 1º de
janeiro de 2008, porque tem um detalhezinho na lei dos
direitos autorais que costuma passar batido:
“Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por
setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao
de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei
civil.”
Bom… Tá mais pra cá do que pra lá, né?
Quanto a terminar as obras dele, isso me lembra os maestros
que tentaram acabar aquelas sinfonias e nunca conseguiram.
#2 | Rev. Ibrahim César (73/Caos/3173, 8:30:42)
Obrigado pelo toque… Isso que dá ler e não checar as fontes.

